IDIOMAS ESTRANHOS


IDIOMAS ESTRANHOS FALADOS MUNDO AFORA



Uma língua não é apenas valiosa para nos comunicarmos uns com os outros, mas, como muitos linguistas e antropólogos defendem, ela molda e informa nossa visão de mundo. Cultura e linguagem se entrelaçam de formas incríveis na construção de cada sociedade. Assim, pode ser quase impossível compreender o funcionamento de alguns idiomas, porque suas culturas estão fora da nossa compreensão. Já imaginou usar uma língua que não te permitisse falar de um passado distante? Ou se comunicar apenas através de assovios? Os idiomas a seguir não são apenas linguagens que parecem bizarras e inimagináveis para nós, mas configurações de mundo tão distantes da nossa cultura, que podem parecer impossíveis!

1.  !Xóõ
A língua ǃxóõ, também chamada de Taa, é uma língua pertencente à família khoisan, a menor das famílias de línguas africanas. A maior parte de seus falantes – que, no total, acredita-se serem cerca de 4000 – vive espalhada por uma grande área da Botsuana. O restante se encontra em diferentes distritos da Namíbia. O idioma surpreende por sua enorme quantidade de fonemas e pelo uso de consoantes cliques: sons estalados, produzidos com a língua ou os lábios, sem a ajuda dos pulmões. Há discussões entre os especialistas e variações regionais, mas alguns linguistas afirmam que a língua possui 164 consoantes e 111 cliques!


2. Pirahã
O Pirahã é falado por 350 indígenas, localizados ao longo das margens do Rio Maici, no Amazonas. É o último dialeto da sua família linguística, a mura, e, portanto, não tem relação com nenhuma outra língua existente. Relativamente perto de nós, bem longe da nossa compreensão, o Pirahã não possui frases subordinadas, tem apenas 12 fonemas e não oferece palavras para cores (apenas “claro” ou “escuro”), nem números. Além disso, a língua não permite que se fale em um tempo distante, seja ele futuro ou passado.


3. Silbo Gomero
Também chamado de “el silbo” (“o assovio”), esse idioma é talvez o mais curioso e mais impensável de todos: ele se constrói, simplesmente, através de assovios. Tal linguagem, simples e única, é perfeita para a comunicação no ambiente em que vivem seus falantes, as íngremes ravinas e voçorocas que compõem a ilha de La Gomera, nas Ilhas Canárias.


4. Rotokas
O Rotokas é um idioma falado por aproximadamente 4000 pessoas em Bougainville, uma ilha ao leste da Nova Guiné, parte da Papua-Nova Guiné. Competindo com o Pirahã na modalidade de língua com menos fonemas, o Rotokas tem apenas 11! Além disso, tem somente 12 letras em seu alfabeto, não apresenta tons e nem sons nasais.
5. Xhosa
A língua mais falada da nossa lista é também um dos idiomas oficiais da África do Sul. Cerca de 7,9 milhões de pessoas usam o Xhosa, não só no país sul-africano, mas também em Botsuana e no Lesoto. Devido à relação de seus falantes com os povos Khoisan, o idioma também se utiliza das consoantes cliques. E, para dificultar ainda mais, é uma língua tonal, ou seja, uma mesma palavra pode assumir diferentes significados, dependendo da entonação de suas sílabas.
6. Archi
No Daguestão, uma subdivisão da Rússia com quase três milhões de habitantes, são faladas mais de 30 línguas diferentes, entre as quais se encontra o Archi. Esse idioma, falado por cerca de 1000 pessoas, é singular pelos seus muitos fonemas e pela quantidade de variações possíveis a partir de um verbo: em torno de um milhão e quinhentas mil! O verbo “falar”, em português, por exemplo, pode se tornar “falo”, “falas”, “falei”, “falado”, entre algumas opções mais; dá pra imaginar se pudéssemos falá-lo em mais de um milhão de derivações diferentes?
7. Tofa
O Tofa é uma língua muito próxima da extinção, falada por menos de 30 pessoas na Sibéria, Rússia. Uma das coisas mais curiosas nesse idioma são suas inúmeras palavras para classificar renas: por idade, sexo, facilidade para “cavalgar” (que palavra usar, no português, para se montar uma rena?) e fertilidade. Tais classificações não conseguem ser traduzidas para nenhuma outra língua e, portanto, o conhecimento Tofa se perderá, em grande parte, caso o idioma realmente seja extinto.


Fontes:
http://super.abril.com.br/
Redação de Mariana Cepeda
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