A origem dos idiomas - Parte 2

O MUNDO SE CONECTA


Há alguns anos atrás, havia publicado no Facebook meu ponto de vista, afirmando o seguinte. "Não concilio a ideia de que todas as línguas neo-latinas nasceram apenas da ramificação do Indo-Europeu, mesmo que todos tenham uma ligação lexical e flexões verbais que se aproximam e equiparam entre si, existem diferenças latentes entre esses idiomas. O Latin, por exemplo, serviu para aproximar a fonética a distribuição e desenvolvimento do vocabulário, porém, antes disso existiam idiomas sem nenhuma ligação e "defasados de sonoridade e expressões", por isso o Latin foi "útil" aos povos, sem contar com a obrigação de aprender o idioma da velha Roma que era a Cidade-Estado e depois império que dominava o mundo ocidental. O proto-indo-europeu ou o indo-europeu (me refiro às línguas) é ainda uma hipótese hipotética apenas com a finalidade de facilitar o conhecimento da evolução da estrutura idiomática, mas, afirmar que Dácios, Albaneses, Armênios, Eslavos e Iranianos falam o que falam hoje porque uma ligação de um suposto idioma os conectava no passado, é muito vago e difícil de esclarecer com provas reais."
Como escrevi no subtítulo, "o mundo se conecta", mas, não se conecta da maneira que grande parte dos linguistas acreditam, posso estar totalmente enganado, mas, não passa de uma visão egocêntrica e política, onde fazem da Europa e América genitoras de praticamente tudo o que conhecemos se tratando de cultura idiomática.

Por outro lado, na reportagem abaixo, Carlos Alberto Faraco, um linguista brasileiro, professor de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, sugere que todos os idiomas do planeta tenham uma origem comum e que teria ocorrido bem antes que se acreditava. Por esse ponto de vista, podem ter vindo de apenas uma linguagem, contradizendo o que eu disse acima, na reportagem, explica que pode ser esse o ponto de inicio para tudo o que conhecemos hoje, além de poder facilitar o entendimento do caminho percorrido por essas linguagens. O que é improvável, se levar em consideração os aspectos culturais, quando a convicção da concepção idiomática se dá pela cultura, e pela história de um povo, simplesmente impossível que o idioma basco, xhosa, xoo ou burushaski tenha nascido de apenas um.


Abaixo, uma matéria dando um ponto de vista sobre a origem dos idiomas.



O site Ethnologue (http://www.ethnologue.com/web.asp) lista 6.912 línguas vivas no mundo atualmente. Veja a lista com todos os idiomas que se tem conhecimento e foram catalogados http://www.ethnologue.com/browse/names.


Distribuição das línguas faladas por continente


CAMINHOS PARA UM "NOVO" MUNDO

Por que não falamos os idiomas de nossos ancestrais?


No contexto linguístico, voltando à nossa cultura, e observando os aspectos que norteiam os idiomas latinos, é certo que, a dominação portuguesa foi bem egoísta quando comparada com a espanhola, se levarmos em consideração o fato de que, atualmente existem diversas nações que herdaram o espanhol e que ainda tem traços fortes da cultura própria de suas origens, a exemplo o Paraguay, que usa o guarani oficialmente, assim como a Bolívia, que usa o aymará, entre outras. O Brasil, logo após a conquista portuguesa, iniciou um processo de desapropriação da cultura indígena, isso, resultou na perda de mais de 1100 línguas até os tempos atuais. 

Tudo é muito incerto ainda e existe muito para se pesquisar, mesmo com tantas línguas sendo faladas atualmente, a velocidade com que elas se extinguem é muito rápida e faz com que o conhecimento delas seja cada vez mais raro. Segundo David Crystal (2004, p. 60) "A língua morre quando a penúltima pessoa que a fala morre, logo, porque a última não terá mais ninguém para se comunicar." Perder uma língua, seja lá qual for, é perder a identidade cultural, quando uma língua deixa de ser falada, uma cultura morre com ela e não tem mais volta, é como se um povo inteiro nunca tivesse existido. A língua não é apenas uma forma de se comunicar ou um diferencial de conhecimento, a língua é a cultura, a história de um povo, um memorial ambulante que sai de seu falante, sem um idioma, não existe povo, não existe nada.



Fonte:
http://www.ethnologue.com/
Arquivo Pessoal
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/ha-uma-palavrinha-curta-simples-e-quase-igual-em-todas-as-linguas-1613564
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