ARGENTINA ALBI CELESTE

COLORES DE ARGENTINA

     Sempre fez parte de um sonho conhecer a Argentina e ter alguns "dias de argentino", para saber se realmente são tudo o que dizem aqui no Brasil. Indo a Asunción-Paraguay, estava bem próximo da Argentina, mas, sem dinheiro, seria possível chegar ao destino e impossível voltar pra casa, então, resolvi seguir a viagem... claro que não ia voltar pra casa tão cedo... Sairia de Asunción, com destino a Resistencia, minha passagem de ônibus custou em torno de 150 reais, um preço razoável, mas, em um veículo confortável da empresa Crucero del Norte.
     
     A viagem entre o Paraguay e Resistencia (Argentina), foi muito tranquila, na poltrona do meu lado, um senhor argentino que dormiu da saída até a chegada com a cabeça inclinada pra baixo, me impressionou o fato de ter se levantado e sair andando normalmente, por um momento cheguei a pensar que ele não tinha mais coluna. Logo na chegada, no "terminal de buses de Resistencia" me deparei com um terminal quase vazio, muito quente e um pouco assustador, vi uma criança com a mãe, sentados esperando um ônibus e fiquei lá por umas duas horas conversando com os dois, contando como é o Brasil e eles contando como é a Argentina. Não fiquei nessa cidade, o objetivo era ir diretamente para Córdoba, assim poderia economizar o dinheiro que eu não tinha.

Terminal de buses de Resistencia - Chaco


     Pra quem não sabe, a Argentina já foi o sétimo país mais rico do mundo e não foi só sobre o PIB, foi sobre a renda per capta, clique aqui, aqui e aqui e veja que não é mentira, eram tão ricos que existia até a expressão "tão rico quanto argentino". Pra se ter uma ideia, eram mais ricos que Canadá e Austrália, coisa que deixou de acontecer no final da década de 20 e inicio da década de 30, depois agravada com vários golpes e o início do populismo.

     Dentro do país ainda é possível ver de perto os traços da riqueza que se foi, os planejamentos de suas rodovias, quase todas retas com asfalto em perfeito estado, a cultura da população (um pouco do ego inflado, daí a piadinha "Sabe como um argentino se suicida? Pulando do próprio ego."), as roupas que usam, as casas com cercas baixas, parte da cultura musical (que insiste na música européia).

Planícies sem fim


  Se tem uma coisa que é típico do território Argentino, são as planícies, infinitamente entediantes pra quem vai de busão, acredite, é mesmo uma coisa estranha, pela noite, quando se sai de uma cidade, é possível ver a outra pela frente, bem distante. Reto, reto, reto, pra sempre reto, a impressão que se tem, é que nunca chegará ao destino final, em compensação, até cobertor, janta, refrigerante, café da manhã e pente para o cabelo davam no ônibus.

Terminal de Buses de Córdoba
     O terminal de ônibus de Córdoba não é grande, mas é organizado sem igual, muito bonito, a primeira impressão que tive da cidade foi de uma cidade bem planejada, essa é a maior cidade da Argentina em extensão territorial.


O povo argentino 


     Córdoba tem um povo que gosta em sua maioria de ouvir Rock, carismático, educado, gostam desde leitura até baladas noturnas, já no primeiro táxi que peguei, me perguntaram sobre o Brasil e sobre o futebol. Carregamos um esteriótipo de que os argentinos nos odeiam e que vivem a falar mal do nosso país, nada ver, eles são como nós, falam mal do próprio país e olham o vizinho com olhos melhores que os seus próprios. Não são todos os argentino que gostam de futebol, assim como não são todos os brasileiros que gostam, mas o futebol é o esporte e paixão nacional. Quer iniciar um boa discussão? Pergunte a um taxista quem é melhor... Pelé ou Maradona. O curioso é que tem quem ache o Pelé melhor, assim como eu cheguei a dizer para o taxista que Maradona é "D10S" e o mesmo disse que "-Noooo hijo, mirame, Pelé es el rey del futebol, nadie fue igual". Vai entender!

     Levava comigo uma nota de 1000 pesos argentinos, que foi usada em 1976, uma verdadeira raridade por lá, queria mostrar a alguém que eu, no Brasil, tinha essa nota, e mostrei a dona do Hostel Palenque, dei a ela de presente. Esse hostel foi espetacular, um atendimento excepcional, com pessoas agradáveis, foi onde fiquei e recomendo a todos de olhos fechados.
1000 pesos - 1976


Táxis por todos os lados

     Já contei que a Argentina foi muito rica, então, as casas tem todo um estilo dessa época, com banheiras ao invés de chuveiros somente, até mesmo hotéis tem banheiras. Como exemplo o próprio Palenque Hostel fica situado em um edifício colonial que foi declarado patrimônio municipal, está a impressionantes 5 quadras da praça de San Martín e o Terminal de ônibus a 15 quadras.

Basta esticar o braço, um táxi vai parar pra você, e convenhamos, táxi é o que não falta, as ruas de Córdoba são um apanhado de carros cinzas, pretos e táxis amarelos. E taxistas são taxistas, conversam sobre todos os assuntos, são intelectuais em várias áreas, desde humanas a exatas.












 Como não tinha experiência em viagens, não tinha costume de fotografar todas as coisas, fico devendo imensas fotos de coisas maravilhosas dessa região.

Fontes:
Arquivo pessoal
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