O ERRO LINGUÍSTICO COMO EVOLUÇÃO

A EVOLUÇÃO DE UMA LINGUAGEM ATRAVÉS DO "ERRO"



     Não concilio a ideia de que todas as línguas neo-latinas nasceram apenas da ramificação do Indo-Europeu, mesmo que todos tenham uma ligação lexical e flexões verbais que se aproximam e equiparam entre si, existem diferenças latentes entre esses idiomas. O Latin, por exemplo, serviu para aproximar a fonética a distribuição e desenvolvimento do vocabulário, porém, antes disso existiam idiomas sem nenhuma ligação e "defasados de sonoridade e expressões", por isso o Latin foi "útil" aos povos, sem contar com a obrigação de aprender o idioma da velha Roma que era a Cidade-Estado e depois império que dominava o mundo ocidental. O proto-indo-europeu ou o indo-europeu (me refiro às línguas) é ainda uma hipótese hipotética apenas com a finalidade de facilitar o conhecimento da evolução da estrutura idiomática, mas, afirmar que Dácios, Albaneses, Armênios, Eslavos e Iranianos falam o que falam hoje porque uma ligação de um suposto idioma os conectava no passado, é muito vago e difícil de esclarecer com provas reais.
     Em uma base mais consolidada, as linguagens evoluem conforme a necessidade de seus povos, como a palavra imagem, que não existia antes do século XX, mas, imagens existiam antes do século XX, apenas uma definição para o conceito foi alterada verbalmente, mas não isenta a existência da matéria ou fato. O ato de criar novas expressões é chamado de neologismo, que pode ser usado tanto com novas palavras, quanto com palavras coligadas a outras que podem estar em um idioma local ou estrangeiro.
     O conceito de erro linguístico é definido por uma parcela abastada da sociedade, que, por se expressar de determinada maneira, sinaliza sempre que as classes que não são dominantes falam da maneira "errada". De toda forma as linguagens evoluem dentro desse aspecto e não existe uma definição para situar essa evolução como positiva ou negativa, até mesmo definir o certo do errado, porém existe a boa e a má inovação, onde a formalização da linguagem se torna veementemente importante e que serão sempre necessários bons administradores capazes de inovar positivamente as regras impostas para a linguagem formal culta. 
     As línguas mudam a todo momento, elas não morrem nem são estáticas, elas se transformam à medida que vamos usando. Ela não é fixa, imutável ou rígida, é flexível, evolutiva e transformadora. A linguagem é a base de sustentação de uma cultura, onde a sociedade constrói sua identidade. Tudo que conhecemos hoje em todos os aspectos, só é possível graças a todas as evoluções que se sucederam, escritas e diálogos "certos" ou "errados", cultos ou informais levaram e solidificaram ao longo dos tempos os aspectos morfo linguísticos.
     As linguagens provavelmente não teriam nascido apenas de Uma, chamada de Proto-Indo-Europeu, seria impossível ter uma diversidade tão complexa de linguagens, tal qual existe hoje. Não cabe explicação para línguas como o xhosa ou o euskera, por exemplo. Então a raiz própria de cada linguagem, seria uma sucessão de "erros", adaptações verbais à cultura, neologismos e imposição de todas essas sucessões entre os povos (principalmente os mais pobres). Sem os itens listados, basicamente, nesse ponto de vista, algumas culturas não teriam força ou nem existiriam, nem sequer existiria a teoria sustentada atualmente. Os "erros", então, não são erros, senão uma evolução da linguagem dentro da cultura e dos "padrões de vida" de uma determinada classe da sociedade falante de um idioma qualquer.




Fonte:
http://romeniamereu.blogspot.com.br/2015/09/a-origem-dos-idiomas-parte-2.html
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/neologismo-criacao-de-novas-palavras.htm
http://revistalingua.com.br/textos/97/artigo301026-1.asp
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